Solstício de Verão
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O dia mais longo do ano foi assinalado com um sádhana orientado pelo nosso Mestre João Camacho na Serra do Louro, serra que se integra na área do Parque Natural da Arrábida. Percorrido um trilho ladeado por um conjunto de moinhos, chegámos ao sítio das ruínas do Castro de Chibanes cuja ocupação humana é quase tão antiga quanto o Yôga Antigo. Sentimos o local como um nicho, tais eram a beleza da natureza e as condições atmosféricas de uma tarde quente. Através da nossa prática comemorámos este ciclo da natureza: no momento ideal do ocaso indicado pelo nosso Mestre, fizemos súrya drishti , fixação do olhar no Sol que se afigurava como um enorme olho resplandecente até desaparecer atrás da Serra de Sintra, também a execução de Súrya namakára, a saudação ao Sol, catapultou todo o nosso bháva. Ao longo dos diversos angas, outras técnicas tiveram um sabor especial pelo facto de estarmos envolvidos por tanta luz dourada, por odores, pelo ar morno e claro está pelo olhar do nosso Mestre.

O nosso Mestre João Camacho deu-nos a conhecer a História do Castro de Chibanes cuja ocupação mais antiga ocorreu há cerca de 4800 anos, durante a Idade do Cobre.

As muralhas construídas para defesa da população, delimitaram o nosso espaço de prática.

Súrya namaskára – saudação ao princípio da vida.

Súrya namaskára – saudação ao que induz a actividade.

Súrya namaskára – saudação ao que deve ser honrado.

Na vocalização de mantra, os sons da natureza foram as nossas tablas.

A interligação do ser com a natureza através dos sons

Vocalizando mantra banhados pela luz dourada de Súrya

Desenvolvendo êkagráta, estimulando o fogo interior através do fogo solar

“Chibanes comporta-se como um notável lugar da História” (Joaquina Soares
Arqueóloga, Directora do Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal
Em “Boletim do Museu Municipal de Palmela”, nº 2, Nov. 2003).

O solstício de Verão também comemorado por outras artes.
SwáSthya
Um final de dia diferente. Longe da agitação do dia-a-dia, da confusão de odores, ruídos.
A caminhada até ao local onde faríamos a prática, as chamadas de atenção do Mestre para este ou aquele aspecto. A informação histórica do local. Foi apenas a introdução para mais uma prática excelente ao ar livre. Na hora do dragão. Tudo parecia previamente cuidado, preparado a preceito, ou não fosse por si só um dia especial; a temperatura ambiente, a temperatura do solo, os sons distantes, o perfume do ar, a luminosidade dourada, a paisagem. E claro, a excelente companhia. Todos estes pormenores deram um gosto especial, adicional, ao que por si só foi, como não poderia deixar de ser, uma prática óptima.
Anabela Silva, Chakrêshwarí
Discípula de João Camacho, Yôgachárya
Directora Executiva e Financeira do Espaço Cultural

