Súrya namaskára x 108
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Súrya namaskára, 108 vezes pela manhã de um Domingo de Inverno, no ashram, foi uma proposta do nosso Mestre João Camacho dirigida aos seus alunos e discípulos.
Em primeiro lugar foi demonstrada a forma base desta sequência coreográfica vinda dos tempos em que os homens adoravam o Sol. Depois aprendemos a executá-la com a vocalização de mantra. Esta forma de fazer o súrya namaskára com mantra desenvolveu-se na Idade Média. A sua execução é muito bonita pois vocalizando a cada ásana um dos 12 nomes do sol, conseguimos fazê-la de modo mais consciente e poético (com mais bháva). Por outro lado, sabendo que súrya (sol) tem 2 aspectos essenciais, súrya propriamente dito e savitur, o seu desbobramento em 12 nomes dá-nos uma ideia da dimensão inesgotável do conhecimento que esta Filosofia encerra, faz-nos também reflectir como devemos esforçar -nos por “olhar e ver ” fora da caixa, sob ângulos variados.
E o ciclo começou:
Foi como dançar no interior da coroa solar, uma e outra vez, o movimento ondulatório repetido ao ritmo imaginário do pulsar do próprio sol. Percebemos o nosso centro, ora mais no manipura, ora no anaháta, confluência da energia que nos vai aquecendo e transformando. É desafiante persistir, já que a determinado tempo, o esforço físico desaparece, surge uma nova cadência no fluir e refluir do movimento, no ritmo respiratório.
O mais importante de tudo foi participar, ter aceite o desafio de sair da zona de conforto. Como o meu Mestre afirmou é ter a coragem do leão para nos atirarmos aos desafios. Um beijo e obrigada Mestre por esta valiosa forma de vida.
SwáSthya !
Cristina Pires
Discípula de João Camacho, Yôgachárya
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Também estive presente, e conforme já previa foi bastante complicado manter um ritmo consistente ao longo da prática.
Nunca me eludi que conseguiria fazer o exercício 108 vezes, mas confesso que foi um pouquinho mais difícil do que inicialmente esperava. A meio da prática o cansaço começa a tomar conta tanto física como mentalmente, e mesmo a contagem das séries começou a ficar baralhada.
Também a respiração começa a sair atabalhoada e fora de tempo, algo de que o Mestre se apercebeu e tentou que eu corrigisse.
Nota final bastante positiva, para mais uma prática que nos fez sair da cama mais cedo para exercitar corpo e mente, e que nos faz sentir bem, só foi pena que não estivessem mais pessoas.
Obrigado a todos que proporcionaram mais esta actividade.
P.S. - Ainda me doem alguns músculos 

