Visita de estudo ao Teatro Romano de Mérida
Up to Y - Revista Online
Visita de estudo ao Teatro Romano de Mérida
Alguns momentos da nossa visita de estudo ao Teatro Romano de Emerita Augusta. Pode observar-se a patente alegria destes filósofos. Mas também a beleza da antiguidade do espaço que visitámos. A visita, momento cultural, foi lúdica, mas destinou-se a preparar futuras actividades culturais. Deixo-vos algumas notas. Desde logo, a palavra teatro provém do grego, de theátron, que significa lugar de onde se vê. Era constituído por um espaço destinado aos espectadores, em semicírculo, composto por degraus em hemiciclo (como as bancadas da Assembleia da República), divididos em andares, que se organizam em patamares horizontais.
No fundo deste auditório e ao centro do teatro localizava-se um espaço circular, com o nome de orchestra, onde se situava o coro que entrava pelos corredores laterais.
A estrutura, por vezes um verdadeiro edifício, que estava para lá da orchestra, a skéne, tinha como função, na origem, servir para apoio logistico, nomeadamente à guarda do material e para os actores mudarem de roupa. Mais tarde, este edificio passa a servir de cenário à peça que se representa. E aí, o que compõe o cenário, depende da peça em si e do dramaturgo.
Entre a parede da skéne e a orchestra há um espaço, horizontal, regra geral rectangular, onde os actores passaram a representar o seu papel. Este espaço tem o nome de prokénion.
Estes conceitos que vos apresento, tendo origem no teatro grego, conformam a concepção e organização que foi adoptada nos teatros romanos.
João Camacho
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