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Dracontia e Lusitânia

Um nível acima

Dracontia e Lusitânia

Postado por João Camacho em Junho 28. 2009

Noutros tempos, de antanho, o território nacional era apelidado de ophiussa pelos gregos. E era uma terra de serpentes, diziam os gregos, como também  Avieno o geógrafo Romano veio a afirmá-lo. Tanto "serpentes"   como dragani eram designações para os sábios-iniciados. Aliás ophis – que é um anagrama de sophia (filos, sophia – filosofia) – é serpente em grego. Tanto Stonehenge, como Carnac, na Grã-Bretanha, como o Cromeleque de Almendres, são dracontia, ou seja, templos dedicados ao dragão que é, também, o emblema do sol, da vida, da magia e da sabedoria. Os sábios da Índia eram, também eles, designados por naga, a serpente.

O dragão serpente é o instigador, o tentador, o iniciado que agita as águas da vida do discípulo, e que o desperta para a vida oculta. Fazendo-o renascer, com uma nova pele, tal como as serpentes. Fá-lo renascer, mas para lá da vida mundana. Fá-lo renascer para lá da moral e das convenções que se constituem como limites aos não iniciados. Para isso há que descer ao inconsciente. Ah, mas  bem-aventurado o que desce às águas profundas e delas consegue emergir, claro que com nova vida, com nova personalidade, pois esse é um herói solar em toda a sua plenitude.

SwáSthya

João Camacho

Sou irmão de dragões e companheiro de corujas.

 

Re: Dracontia e Lusitânia

Postado por Cristina Pires em Julho 01. 2009

Querido Mestre

É importante aprender que a nossa terra e os nossos antepassados eram assim associados a serpentes e dragões. Pela paisagem nortenha é fácil imaginarmos que as pedras grandiosas, estou a lembrar-me da pedra do sino de que falou há pouco, e monumentos megalíticos eram e são habitat de serpentes, mas também o próprio povo sujeito a tantos perigos, invasores, etc. teriam de se mover silenciosos, rápidos em meio hostil como serpentes para a sua própria sobrevivência. Fascinante é imaginarmos a metamorfose dessa gente que através do contacto com a natureza, a veneração dos seus antepassados, cultos e tradições, sabiam certamente ascender a dragões alados, abandonando a sua natureza terrena e voando a níveis mais etéreos.

SwáSthya

Cristina Pires

Discípula de João Camacho, Yôgachárya

Re: Dracontia e Lusitânia

Postado por Júlio Silva em Fevereiro 10. 2010

Viva Mestre

 

Portugal é sem dúvida um sítio a visitar e a descobrir na sua história, como o temos feito pela sua mão Mestre, e também já outros locais como em Espanha, onde se encontra um conhecimento que está aos olhos de todos, mas nem todos o apreendem. Obrigado por nos continuar a brindar com cultura, e especialmente a Nossa Cultura.

 

SwáSthya!

Júlio Silva

Discípulo de João Camacho, Yôgachárya

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