Dracontia e Lusitânia
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Noutros tempos, de antanho, o território nacional era apelidado de ophiussa pelos gregos. E era uma terra de serpentes, diziam os gregos, como também Avieno o geógrafo Romano veio a afirmá-lo. Tanto "serpentes" como dragani eram designações para os sábios-iniciados. Aliás ophis – que é um anagrama de sophia (filos, sophia – filosofia) – é serpente em grego. Tanto Stonehenge, como Carnac, na Grã-Bretanha, como o Cromeleque de Almendres, são dracontia, ou seja, templos dedicados ao dragão que é, também, o emblema do sol, da vida, da magia e da sabedoria. Os sábios da Índia eram, também eles, designados por naga, a serpente.
O dragão serpente é o instigador, o tentador, o iniciado que agita as águas da vida do discípulo, e que o desperta para a vida oculta. Fazendo-o renascer, com uma nova pele, tal como as serpentes. Fá-lo renascer, mas para lá da vida mundana. Fá-lo renascer para lá da moral e das convenções que se constituem como limites aos não iniciados. Para isso há que descer ao inconsciente. Ah, mas bem-aventurado o que desce às águas profundas e delas consegue emergir, claro que com nova vida, com nova personalidade, pois esse é um herói solar em toda a sua plenitude.
SwáSthya
João Camacho
Sou irmão de dragões e companheiro de corujas.
Querido Mestre
É importante aprender que a nossa terra e os nossos antepassados eram assim associados a serpentes e dragões. Pela paisagem nortenha é fácil imaginarmos que as pedras grandiosas, estou a lembrar-me da pedra do sino de que falou há pouco, e monumentos megalíticos eram e são habitat de serpentes, mas também o próprio povo sujeito a tantos perigos, invasores, etc. teriam de se mover silenciosos, rápidos em meio hostil como serpentes para a sua própria sobrevivência. Fascinante é imaginarmos a metamorfose dessa gente que através do contacto com a natureza, a veneração dos seus antepassados, cultos e tradições, sabiam certamente ascender a dragões alados, abandonando a sua natureza terrena e voando a níveis mais etéreos.
SwáSthya
Cristina Pires
Discípula de João Camacho, Yôgachárya
Viva Mestre
Portugal é sem dúvida um sítio a visitar e a descobrir na sua história, como o temos feito pela sua mão Mestre, e também já outros locais como em Espanha, onde se encontra um conhecimento que está aos olhos de todos, mas nem todos o apreendem. Obrigado por nos continuar a brindar com cultura, e especialmente a Nossa Cultura.
SwáSthya!
Júlio Silva
Discípulo de João Camacho, Yôgachárya

