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Algumas das minhas raízes - O livro Combatentes da 1.ª Grande Guerra

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Algumas das minhas raízes - O livro Combatentes da 1.ª Grande Guerra

Posted by João Camacho at June 27. 2009

Há mais de um ano escrevi à nossa querida senescal, a Inst.ª Anabela Silva, um email comentando-lhe uma descoberta que fiz, ao ler um livro sobre os combatentes da 1.ª Grande Guerra. Descobri algumas raízes familiares, alguns antepassados nesse livro. É uim livro que segue algumas das correntes historiográficas,  que procuram recolher o testemunho dos intervenientes nos factos históricos que se pretendem relatar ou analisar. Deixo-vos, parte do texto do email que acima referi:

 

«(...) Mas vim ao email pois estava a ler um dos livros que me ofereceram, agora, pelo Natal. Tem como título Combatentes da 1.ª Grande Guerra. A 1.º Grande Guerra é, como sabes, a 1.ª guerra mundial, em que Portugal participou. Estava a ler a parte do livro sobre o combatente Domingos Lourenço, quando surgem as declarações de uma senhora de nome Carmina, parece que esposa de um dos netos desse combatente. Quando, para surpresa minha, esta começa a falar das suas ligações à família Militão, do Barreiro. Começo a ler com mais atenção  E aí, a dado momento, a Carmina diz ao autor do livro:

 É que o meu avô, o pai da minha mãe, o José Militão, era irmão gémeo do pai da Virgínia, que era o Roberto Militão, avô da Maria José e também pai do Chico do Roberto, pai do Tito.

Percebeste? Queres saber mais?

 E a Carmina disse mais. E eu continuei a ler agora com atenção redobrada. Porque os Militões são parte da minha família do lado da minha mãe. E a Carmina declara:

 È que o José Militão, o avô, tinha 7 irmãos:

 E começa a enunciá-los um a um. Até que chegamos a outra parte que vou reproduzir:

 Lucinda Militão

(a Lucinda da Venena), casada com Manuel Nunes, empregado nos Caminhos de Ferro; pais do João Nunes, o João Baixinho, pintor nos Caminhos de Ferro, casado com a Maria Felisberta, doméstica; do Álvaro Nunes, o Álvaro Chacha, torneiro nos Caminhos de Ferro, casado com Amélia da Barroca, corticeira, na fábrica do Barreiras; do José Nunes, o Zé da Venena, empregado na CUF, nos tecidos, músico, tocava saxofone na Banda da SFAL (principiou pelo flautim), também na Banda da CUF, em conjuntos, o do José da Silva, por exemplo, e, entre tantos outros músicos, tocou com Domingos Soares, um ceguinho, filho do Caetano Soares; José Nunes era casado com a Leonarda, a que se seguiu a Benvinda;"

 Ora Lucinda da Venena era a minha bisavô do lado da minha mãe. O José Nunes, filho dela, era o meu avô, pai da minha mãe. E a primeira mulher do meu avô, a Leonarda é a mãe da minha mãe, a minha avó, que ainda está viva e que conheces. A Benvinda a 2.ª mulher do meu avô, também a conheço, assim como conheço o filho de ambos, o José António, meio-irmão da minha mãe e meu tio (não referido no livro).

 Achei delicioso. Já agora, o meu avô, pai da minha mãe, era o Zé da Venena, pois, entre todos os filhos, era o predilecto da minha bisavô. Esta minha bisavô, a Lucinda, morreu quando eu tinha 6 anos, mas ainda me lembro dela. E lembro-me de ela me ir visitar e me levar sempre cerejas. Certamente que não me levaria só cerejas, pois visitava-me amiúdes vezes e as cerejas só existem numa época do ano. Mas o que retenho, na memória é o facto de ela me levar as ditas. Também tenho na memória afectiva que gostava muito dela. E, segundo me dizem, eu seria o predilecto dela, entre netos e bisnetos.»

João Camacho

 

 

Re: Algumas das minhas raízes - O livro Combatentes da 1.ª Grande Guerra

Posted by Júlio Silva at February 10. 2010

Viva Mestre,

 

Que fabuloso que é encontrar dessa forma referências às raízes familiares, fez-me lembrar a importância das nossas raízes, e como é bom encontrá-las, descobrir e, mais importante, ter consciência do nosso passado. Há, sem dúvida, nas nossas raízes familiares, pessoas que nos marcam, directa ou indirectamente, as vivências e experiências de antepassados que ficam no nosso sangue, sejam elas nobres, ou menos nobres, são as nossas raízes. Tenho um projecto de um dia descobrir as minhas raízes. Uma prima minha em tempos iniciou esse trabalho sobre parte das raízes da minha família. Vou falar com ela  :)

 

SwáSthya!

Júlio

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