Pújá
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Mestre,
A relação Mestre/Discípulo verdadeira, uma relação que não é egoísta e não se fecha em si mesma, uma relação que não é nem de "meu querido Mestre mascote", nem de "meu Mestre que agora dás-me jeito", nem "meu Mestre que o serás se me levares sempre ao colo e se só me disseres o quanto fantástico eu sou", senão for isso tem tudo para ser leal e fiel, se depois tiver acção efectiva. Leal e fiel em primeiro lugar a essa relação. E se não quiser ser então tem a liberdade de acabar com essa relação. Porque uma pessoa pode ser leal e fiel a um professor de música, de culinária, ao companheiro, ao gato, aos filhos, à sua religião, e ninguém duvida que todos estes exemplos de lealdade pressupõem acção efectiva. Ninguém duvida que um aluno de violino tem que ser disciplinado no seu trabalho e nos concertos que o seu Mestre de violino organiza. Ninguém duvida que um aprendiz de culinária deve seguir as instruções do seu Mestre desde o mais simples pormenor da gestão da cozinha de trabalho até à gestão de eventos e festivais gastronómicos, ou à elaboração de livros de culinária com o trabalho do seu Mestre, e da sua linha de culinária. Ninguém duvida que a lealdade a um companheiro passa por diariamente lhe dizer e lhe dar amor e carinho efectivo. Ninguém duvida que a lealdade e fiel aos filhos é não lhes faltar com os bens essenciais e educação e regras para que tenham uma vida digna. Ninguém duvida que ser fiel e leal a uma religião é seguir o ritual e o ensinamento e a acção nas actividades da sua organização religiosa, focando-se nessa religião e não misturando várias. E professores, cozinheiros, gatos, filhos e religiões crescem através desse trabalho para o qual se contribui, trazendo mais pessoas para essas artes e filosofias, para esses trabalhos, é quando deixamos as palavras bonitas e os rótulos e metemos a mão à obra, para que esta possa crescer, a obra.
SwáSthya!

